Thibaut Courtois, goleiro do Real Madrid, trouxe à tona uma das principais discussões sobre o futebol moderno: o impacto de um calendário excessivamente lotado na saúde dos jogadores.
Durante a apresentação de seu documentário no Santiago Bernabéu, onde relata o processo de recuperação de sua grave lesão no joelho, Courtois enfatizou a necessidade de repensar as competições e destacou exemplos de outras ligas esportivas, como a NBA, torneio de basquete dos Estados Unidos.
As declarações foram reforçadas em uma entrevista recente à CNN Sports, após o goleiro ser premiado nos Globe Soccer Awards em Dubai.
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Thibaut Courtois fala que não se trata de dinheiro, mas sim de descanso
Em suas palavras, Courtois criticou a ideia de que os altos salários justificariam a exaustiva carga de jogos. “Temos que acabar com a desculpa de ‘vocês ganham muito dinheiro’. Também se pode ganhar dinheiro jogando 10 partidas a menos. O problema é a falta de descanso”, afirmou o belga.
Ele destacou que as seleções frequentemente utilizam os titulares em todos os jogos, aumentando ainda mais o problema.
Courtois sugeriu que o futebol poderia aprender com a NBA, que organiza um calendário exigente, mas concede aos atletas dois meses de férias no verão. “Se você descansa o corpo por um mês e treina durante outro, estará melhor preparado para enfrentar nove meses consecutivos”, explicou o goleiro.
Um problema dentro e fora de campo
Segundo o jogador, a discussão sobre o calendário é frequente nos vestiários. Courtois criticou a falta de diálogo com os atletas e apontou que as organizações que regem o futebol não priorizam o bem-estar dos jogadores.
“A FIFPRO tenta nos proteger, mas outros órgãos não levam isso em consideração. Todos seguimos as regras e o calendário que nos impõem”, disse ele.
O goleiro mencionou uma conversa com Federico Valverde para ilustrar a situação. “Brinquei com ele e disse: ‘Suas próximas férias serão em 2027’. Você tem ideia de quão louco isso soa?”, compartilhou Courtois.
O motivo de usar a NBA como exemplo
Com 82 jogos na temporada regular, mais possíveis 28 partidas nos playoffs, a NBA compensa com férias prolongadas.
Ele também comparou a situação dos companheiros Jude Bellingham e Dani Carvajal, que terminaram a temporada em meados de julho, voltaram aos treinos em agosto e logo estavam disputando partidas decisivas. “Nos Estados Unidos, isso não seria compreendido”, afirmou o belga.
Imagem destaque: Waleed Zein/Anadolu via Getty Images



