Membros da diretoria do New Orleans Saints em escândalo

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Uma investigação conduzida pela Associated Press revelou que membros da diretoria do New Orleans Saints auxiliaram a Arquidiocese de Nova Orleans a encobrir um escândalo de abuso sexual infantil. As informações são do Lance!.

Interferência do New Orleans Saints na elaboração da lista de acusados no escândalo

E-mails internos obtidos pela AP mostram que executivos do time ajudaram a igreja a elaborar uma lista de padres acusados de abuso, chegando a remover nomes a pedido da Arquidiocese.

O presidente da equipe, Dennis Lauscha, e outros dirigentes do Saints trabalharam ativamente para minimizar os danos à reputação da igreja, além de influenciar a cobertura da imprensa local sobre o caso.

A investigação revelou que a participação dos Saints foi mais significativa do que se pensava anteriormente. Os dirigentes estavam tão envolvidos no processo que um porta-voz do time chegou a informar seu chefe sobre uma ligação de 2018 com o principal promotor da cidade, pouco antes de a igreja divulgar sua lista de clérigos suspeitos de abuso.

Segundo a AP, esse contato permitiu que “certas pessoas” fossem removidas da lista antes de sua divulgação oficial.

Estratégia de relações públicas e influência na imprensa

O presidente dos Saints, Dennis Lauscha, preparou uma série de perguntas para que o arcebispo Gregory Aymond pudesse responder à imprensa de forma controlada.

Paralelamente, Greg Bensel, vice-presidente sênior de comunicação dos Saints, acompanhava a cobertura midiática e enviava atualizações a Lauscha sobre entrevistas concedidas pelo arcebispo, deixando ainda mais clara a colaboração entre a equipe e a igreja.

O Lance! ressaltou como os e-mails obtidos minaram drasticamente a posição defendida pelos Saints em 2019, quando a equipe alegou ter prestado apenas “assistência mínima” à igreja. O time chegou a recorrer à Justiça para impedir que suas comunicações internas fossem divulgadas.

O impacto do escândalo na franquia

A divulgação do escândalo gerou revolta entre moradores de Nova Orleans, torcedores e políticos locais. A deputada estadual Mandie Landry criticou duramente a postura do time, “Isso é repugnante. Como moradora de Nova Orleans, contribuinte e católica, não faz sentido para mim por que os Saints fariam esse esforço para proteger homens adultos que estupraram crianças. Todos eles deveriam ter ficado igualmente horrorizados com as alegações.”

Em resposta às denúncias, os Saints declararam à Associated Press que sua colaboração com a igreja faz parte do passado. Além disso, informaram que e-mails que analisaram abrangem um período de um ano e se encerram em julho de 2019, quando os advogados das vítimas de abuso os intimaram.

A franquia criticou a forma como a imprensa interpretou as informações vazadas, alegando que utilizaram os e-mails “para distorcer um esforço bem-intencionado”.

A proprietária do Saints, Gayle Benson, negou qualquer envolvimento na remoção de nomes da lista de padres acusados. No entanto, os documentos obtidos mostram que ela estava ciente dos esforços da equipe em ajudar a Arquidiocese.

Por fim, a NFL também se pronunciou sobre o caso, afirmando que investiga a situação. O comissário da liga, Roger Goodell, classificou os executivos do Saints como “grandes cidadãos corporativos” e expressou confiança de que a intenção da franquia era auxiliar a igreja na transparência.

Imagem destaque: Derick E. Hingle/Getty Images

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