As jogadoras do Espanyol manifestaram apoio à companheira Daniela Caracas após a polêmica envolvendo um suposto toque por parte de Mapi León, do Barcelona.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais do clube, a capitã Carol Marín, acompanhada por Judit Pablos, Lice Chamorro e Ainoa Campo, se pronunciou sobre o caso.
“Queremos mostrar nosso absoluto apoio à nossa companheira Daniela Caracas, que é uma excelente profissional. Estamos totalmente de acordo com o comunicado do clube e, sobretudo, esperamos que isso não volte a acontecer pelo bem do futebol feminino”, declarou Carol Marín.
Essa foi a primeira manifestação pública das jogadoras do Espanyol desde o incidente ocorrido no último domingo (9), quando, segundo Caracas, Mapi León realizou um gesto inadequado durante o jogo.
Conforme reportado pelo jornal Marca, a jogadora do Barça negou as acusações e afirmou que se tratava apenas de um lance da partida, alegando ter dado um golpe na perna da adversária sem intenção de ofendê-la.
A denúncia do Espanyol para defender Daniela Caracas
Após o ocorrido, a diretoria do Espanyol emitiu um comunicado oficial condenando os fatos e classificando-os como “inaceitáveis”.
Segundo a nota, Mapi León teria feito um gesto que “vulnerou a intimidade” de Daniela Caracas. O clube ainda destacou que, apesar do impacto da situação, a jogadora preferiu não reagir de imediato para evitar punições disciplinares e não prejudicar a equipe.
No entanto, apesar da gravidade do episódio, o Espanyol optou por não levar a denúncia adiante junto à Federação.
Mapi León se defende
A zagueira do Barcelona se pronunciou cerca de oito horas após a divulgação do comunicado do Espanyol. De acordo com o Marca, Mapi León negou qualquer tipo de conduta inadequada e afirmou que a situação foi mal interpretada.
“Nas imagens, é possível ver que foi um lance do jogo em que ela me choca intencionalmente e eu apenas toquei sua perna enquanto perguntava: ‘O que te passa?’. Estão tentando manchar minha imagem e meus princípios”, argumentou a jogadora do Barça.
Presidente da Liga F minimiza a situação
A presidente da Liga F, Beatriz Álvarez, também se manifestou sobre a polêmica, destacando que a ação de Mapi León não deve ser tirada de contexto.
“Estamos acostumados a ver gestos assim no futebol masculino. Parece que, nesse caso, trata-se de um lance de jogo que pode ser antidesportivo. Existem agressões de várias naturezas, mas é necessário analisá-las dentro da perspectiva da competição”, declarou Álvarez, conforme noticiado pelo Marca.
Imagem destaque: Urbanandsport/NurPhoto via Getty Images



