Novak Djokovic é um dos maiores nomes do tênis mundial. Dono de 24 títulos de Grand Slam, o sérvio concedeu uma entrevista à versão espanhola da revista GQ, e os trechos foram capturados pelo MARCA, falando sobre recordes, rivais e o que será sobre o seu futuro no esporte.
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Para Djokovic, Alcaraz é um dos nomes que pode alcançar seus números no tênis
Como dito anteriormente, Djokovic conta com 24 Grand Slam em seu currículo, e muitos julgam ser um número impossível de alcançar. No entanto, o sérvio não pensa assim e acredita que tenistas da nova geração possam bater esse recorde, citando o espanhol Carlos Alcaraz.
“Ouço as pessoas dizerem que meus recordes nunca serão batidos. Mas duvido disso. Carlos fez algo que ninguém havia feito antes, sendo tão jovem. Ele tem todas as chances de superar minhas marcas, e acredito que isso acontecerá em breve.”, comentou Djokovic.
Por outro lado, mencionou também que pensar em história exige maturidade. Segundo o Marca, o sérvio relatou que já viu Alcaraz mencionando que quer ser o melhor de todos os tempos. “(…) Eu respeito essa mentalidade, mas talvez seja um pouco cedo para essa conversa.”, relatou o tenista veterano.
Rivalidade com Rafael Nadal e Roger Federer
Outro tema que a GQ apontou foi sobre a relação de Djokovic com outros dois nomes gigantes do tênis: o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal. O sérvio descreveu que a convivência com eles foi marcada por altos e baixo, mas sempre com muito respeito de ambas as partes.
“Eu sempre tentei ser respeitoso e amigável fora das quadras, mas no início eles não gostavam muito da minha confiança. Gostaria de tomar algumas taças de vinho com eles e conversar abertamente sobre as coisas que os incomodam em mim — e vice-versa. Acho que aprenderia muito.”
Djokovic admitiu que Nadal foi o adversário mais intimidador, “Ele fazia você sentir sua presença desde o aquecimento. Seus gruídos, a forma física… Ele deixava claro que estava pronto para uma batalha. Isso era intimidador para muitos jogadores.”
Polêmica da vacina e futuro no tênis
Relembrando sua polêmica exclusão do Australian Open em 2022 por não estar vacinado contra a Covid-19, Djokovic foi direto ao afirmar que a decisão foi política.
“Não sou provacinas, nem antivacinas. Sou a favor da liberdade de escolha. Não acho certo que me neguem o direito de decidir o que é melhor para o meu corpo”. À época do Grand Slam de 2022, Djokovic ficou retido em um hotel e posteriormente deportado por decisão do governo australiano.
Após a aposentadoria de Nadal em 2024, Djokovic refletiu sobre o momento de sua própria despedida do esporte. “Ainda não penso no ‘quando’, mas no ‘como’. Se começar a perder mais ou se os desafios dos Grand Slams se tornarem insuperáveis, será hora de parar. Mas, por enquanto, continuo bem.”
Imagem destaque: Andy Cheung via Getty Images



