Corinthians apresenta plano para quitar dívida milionária

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O Corinthians apresentou um plano para o pagamento de parte de sua dívida, no valor de R$ 367 milhões, ao longo dos próximos dez anos.

O clube enviou a proposta à Justiça de São Paulo na última segunda-feira (3), no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (RCE), um processo que o clube busca desde o final de 2024 para reorganizar suas finanças.

Destinação de receitas para credores

Para honrar seus compromissos e garantir a saúde financeira, o Corinthians propõe destinar mensalmente 4% de suas receitas recorrentes ao pagamento dos credores listados no RCE.

Entre as dívidas contempladas estão aquelas com fornecedores, jogadores (referentes a direitos de imagem) e empresários. No entanto, não fazem parte desse montante as dívidas tributárias nem o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal.

Segundo o GE, o clube considera como receita recorrente valores como direitos de TV, patrocínios e outras receitas fixas. Por outro lado, as transferências de jogadores terão um percentual diferente: 5% do valor será para leilões reversos, onde os credores farão propostas e aqueles que oferecerem maior desconto terão prioridade no recebimento.

Prazos e metas de pagamento

A proposta também prevê a correção da dívida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com a meta de quitar 60% do total em seis anos.

Sendo assim, no documento enviado à Justiça, o clube reforça as dificuldades financeiras enfrentadas nos últimos anos e detalha seu endividamento atual:

  • R$ 817 milhões de dívida tributária;
  • R$ 677 milhões do financiamento da Neo Química Arena com a Caixa;
  • R$ 926 milhões em dívidas cíveis e trabalhistas, sendo R$ 367 milhões listados no RCE.

Conforme apurou o GE, algumas categorias de credores terão prioridade no recebimento dos valores, como idosos, pessoas com doenças graves e credores com menos de 60 salários-mínimos a receber.

Além disso, os “credores parceiros” – aqueles que continuaram prestando serviços ou fornecendo produtos ao clube após a entrada no RCE – também terão um benefício: 50% dos valores alocados nas parcelas de distribuição do plano serão para eles.

Por exemplo, se 4% das receitas recorrentes representarem R$ 2 milhões, terá distribuição de R$ 1 milhão entre os credores parceiros, e a outra metade será dividida entre os demais credores.

Imagem destaque: Ricardo Moreira/Getty Images

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